‘Patrões’ da construção elogiam Terminal XXI e cais de GNL

Até 2013, o porto de Sines vai investir 332 milhões de euros no alargamento do Terminal XXI e no Projecto de Expansão do Terminal de Gás Natural Liquefeito (GNL). Este foi um dos exemplos que a Associação Nacional de Empreiteiros de Obras Públicas (ANEOP) quis dar à comunicação social, durante a visita de um dia às obras em curso, como forma de assegurar que as grandes obras públicas portuguesas estão bem e recomendam-se.

Sexta, 09/07/2010 - 10:29

A visita a Sines, realizada na terça-feira, teve precisamente como objectivo «lutar contra a imagem muito negativa que o público tem do sector em todos os aspectos», explicou O vice-presidente da ANEOP. Satisfeito com o andamento das obras em curso no porto de Sines, Manuel Agria defendeu que o país «não pode parar» e, por outro lado, lamentou que os investimentos públicos importantes sejam utilizados como «arma de arremesso», considerando que «muitos dos investimentos são fundamentais», referindo-se ao caso de Sines, e que não se «pode pôr tudo no mesmo saco».

No porto de Sines decorrem duas empreitadas que envolvem valores superiores a 249,4 milhões de euros, da responsabilidade da Somague e da Mota-Engil.

O Projecto de Expansão do Terminal de GNL, que inclui a construção do terceiro tanque de Gás Natural Liquefeito (GNL) da REN - Redes Energéticas Nacionais, está a cargo da Somague, tem conclusão prevista para Maio de 2012.

O novo tanque irá permitir a ampliação da capacidade de armazenagem de GNL dos actuais 240.000 metros cúbicos para 390.000 metros cúbicos.

As obras de alargamento do cais de contentores do Terminal XXI, concessionado à PSA Sines, e cujas obras estão a cargo da CPTP, do grupo Mota Engil, vai aumentar em 350 metros a capacidade de acostagem dos navios.

São investimentos que irão permitir a atracação no porto de Sines de navios porta-contentores super pós-panamax de última geração. O porto de Sines «tem vindo a impor-se no mapa portuário nacional como porta de entrada de abastecimento energético (gás natural, carvão e petróleo) e de terminais especializados, que permitem o movimento de diferentes tipos de mercadorias», adianta a associação de empreiteiros, revelando que a expansão do cais de acostagem permitirá perfazer o comprimento total de 730 metros.

Este projecto, que se prevê terminado no primeiro trimestre do próximo ano, inclui também a ampliação da área de armazenagem de contentores em mais cinco hectares, para um total de mais de 18 hectares, além da construção do edifício da Alfândega.

Para fazer face ao movimento que se espera a partir do próximo ano, a PSA Sines avançou, ainda, com um investimento de 21 milhões de euros na aquisição de três novos pórticos de cais super post-panamax e 7,7 milhões em equipamento de movimentação e no interface ferroviário.

Investimentos convencem ministro

A importância dos investimentos no porto de Sines ficaram expressas esta semana, durante a visita do ministro da Economia. Vieira da Silva, que quis ver o andamento do projecto que vai reforçar a capacidade de recepção de gás, defendeu que estes investimentos conferem «maior valorização» ao porto de Sines, já que permite à Europa «receber mais gás natural liquefeito, que tem de ser transportado por mar».

Vieira da Silva sublinhou, também, que esta ampliação vai proporcionar uma «maior independência no abastecimento energético», com o presidente da REN (Redes Energéticas Nacionais), Rui Cartaxo, a defender que o terminal de Sines terá de ser competitivo, de modo a poder concorrer com os terminais espanhóis. «Ao contrário do que se pensa, estes terminais não são monopólios», explicou, já que os fornecedores de gás natural podem optar por qualquer terminal da Península Ibérica.

 

 

 

Por iMais

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