Baixa de Setúbal mais perto da videovigilância
O presidente da Associação de Comércio e Serviços do Distrito de Setúbal (ACSDS), Francisco Carriço, está convicto de que o ambicionado sistema de videovigilância exterior para a baixa comercial de Setúbal, por parte dos comerciantes, está mais perto de se tornar realidade para evitar os assaltos às lojas.
Sexta, 09/07/2010 - 10:05
Queremos uma videovigilância a funcionar 24 horas por dia, mas sobretudo à noite, porque este sistema, que funciona em Coimbra e Viseu, já contribuiu para o decréscimo de 15 por cento da criminalidade naqueles centros históricos», vinca.
Francisco Carriço recebeu a garantia de que o dossier vai ser trabalhado em conjunto com as autoridades policiais por parte da secretária de Estado da Administração Interna, Dalila Araújo, que se deslocou a Setúbal, na terça-feira, para participar num debate sobre “Segurança Comunitária”, promovido pela ACSDS.
A representante do Governo sublinhou que o «Governo é favorável à instalação de videovigilância, no respeito e na reserva pela vida pessoal, pela intimidade e pelos direitos individuais», reconhecendo que se trata de um «instrumento de prevenção da criminalidade e de apoio à investigação criminal».
Além da videovigilância, Francisco Carriço está, também, esperançado num reforço do policiamento no centro da cidade para que os consumidores se sintam mais seguros quando efectuam as suas compras na baixa. O responsável apelou ainda a uma revisão do código penal, tendo em conta os crimes de sangue que já vitimaram, por exemplo, o dono de uma ourivesaria de Setúbal em 2008. «O actual código está desajustado da realidade e é fundamental alterá-lo para que se possa adoptar outras medidas mais rígidas e coercivas para esta nova vaga de crimes».
O vice-presidente da Câmara de Setúbal, André Martins, revelou que a autarquia está disposta a viabilizar a instalação do sistema, embora não seja uma solução que agrade ao executivo comunista.
Um manual de boas práticas de segurança para o comércio já foi entregue aos comerciantes pela ACSDS. O documento contém medidas, fáceis de implementar, que reforçam a segurança nos estabelecimentos comerciais. «A segurança é um direito que assiste a todos os cidadãos e que é custeada por todos nós através do pagamento dos impostos», frisa Francisco Carriço.
Por iMais
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