PS quer concurso público para gestão do Teatro Municipal de Almada

Os vereadores do PS na câmara de Almada defenderem a criação de um concurso público para a gestão do Teatro Municipal de Almada (TMA), que custa actualmente 350 mil euros à autarquia.

Quinta, 21/01/2010 - 16:52

Desde Julho de 2006 que a Companhia de Teatro de Almada, dirigida por Joaquim Benite, é a companhia residente e gestora do Teatro Municipal de Almada.

Na reunião de Câmara de quarta-feira, os socialistas - com três vereadores num executivo de 11 - votaram contra a atribuição da primeira parte do subsídio à Companhia de Teatro de Almada (CTA), destinada a despesas correntes.

“Não se trata de questionar as razões pelas quais a CTA é a companhia residente do TMA, que são históricas e muito válidas”, explicou à Lusa o vereador socialista Paulo Pedroso, defendendo que “a gestão do TMA devia estar a cargo de uma empresa municipal, à semelhança do que acontece em outras cidades do país”.

“Mas se a Câmara entender não adoptar este modelo de gestão”, disse ainda, “e optando pela concessão, não pode dispensar a elaboração de um concurso público. Estamos a falar de uma despesa actual de perto de mil euros por dia”, argumentou, ilustrando o caso do Teatro Municipal da Guarda, em cuja gestão a autarquia, diz, despende 100 mil euros anuais.

Contrapondo, o vereador António Matos, da CDU, afirmou que “esta é a solução mais eficaz do ponto de vista custo-benefício” e que “este teatro foi construído pela Câmara Municipal com o acompanhamento activo da CTA, que elaborou o programa e participou no projecto”.

“Defender outro modelo é não conhecer a história do teatro em Almada, é atentar contra o teatro, é usar dados parciais, e querer tirar à força um inquilino da sua própria casa”, argumentou, dando o exemplo do Centro Cultural Vila Flor, em Guimarães, que, diz “gasta três vezes mais do que o TMA” e “não é, como este, a capital nacional do teatro”.

“Esta é uma casa especial, uma infra-estrutura de topo, que não podemos comparar com outras em termos de custos. Tem o melhor palco de teatro do país”, rematou.

Embora tendo votado a favor, o vereador social-democrata Nuno Matias também entende que “não se deve fechar portas a que sejam consideradas alternativas de gestão que possam revelar-se mais eficazes”.

A ideia, acrescentou, “é tentar perceber se a gestão deste espaço não pode gerar uma maior rentabilidade, de forma a minimizar os montantes públicos que agora são necessários”.

Por Lusa

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