Santiago teme saída de enfermeiros do Hospital do Litoral Alentejano
A discussão entre enfermeiros e administração do hospital do litoral alentejano sobre a possibilidade de vinculação a contratos individuais de trabalho está a preocupar a comunidade e as autarquias que temem a saída de enfermeiros daquela unidade de saúde e a degradação das condições de atendimento ao utentes.
Sexta, 12/03/2010 - 10:41
A preocupação foi expressa, esta semana, pelo presidente da Câmara de Santiago do Cacém numa reunião com a presidente do conselho de administração do hospital, Adelaide Belo. Vítor Proença teme que «a imposição de contratos individuais de trabalho com menos condições que os contratos individuais de trabalho por tempo indeterminado em funções públicas provoque a saída de profissionais de saúde para outras regiões do país».
«Os contratos submetidos aos cerca de cem enfermeiros, após a transformação do hospital numa EPE retiram direitos remuneratórios aos enfermeiros e cerca de 80 terão já sido ‘coagidos’ a assinar o documento, porque lhes terá sido dito, que ou assinavam, ou era aberto um concurso para o seu lugar», afirmou Vítor Proença.
Com este imbróglio, o edil receia que a região venha a perder profissionais, quando o que o Alentejo litoral precisa é de «um hospital com um corpo clínico e de enfermagem estável e qualificado».
A reunião de Vítor Proença com a direcção do hospital surge na sequência da denúncia do Sindicato dos Enfermeiros sobre alegadas pressões «com ameaça de substituição, intimando os profissionais a assinar o contrato sob pena de os substituir, por meio de abertura de concurso externo».
Até agora, e de acordo com o sindicato, cerca de 20 profissionais de saúde não assinaram o documento proposto pelo hospital para um contrato individual de trabalho.
Por iMais
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