Vereadora sadina renuncia para assumir presidência de CCDR-LVT
A vereadora do PS na Câmara de Setúbal, Teresa Almeida, trocou o cargo pela presidência da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo (CCDR-LVT), mas garante que não se trata de uma nomeação política.
Quinta, 04/02/2010 - 15:30
“Este convite tem essencialmente a ver com o meu percurso profissional”, defendeu Teresa Almeida, Arquitecta de profissão.
“Quando fui Governadora Civil, assumo que foi uma nomeação política; ser presidente da CCDR não é para mim uma nomeação política porque é a vertente, na área do planeamento estratégico, que tem sido o meu percurso profissional”, frisou.
Teresa Almeida anunciou na quarta-feira a decisão de renunciar ao mandato na autarquia sadina, durante um jantar de apoiantes da candidatura que protagonizou nas últimas eleições autárquicas.
A autarca socialista perdeu as eleições para a CDU, que obteve a maioria absoluta.
Enquanto presidente da CCDR-LVT, Teresa Almeida terá uma palavra decisiva na gestão dos fundos comunitários para as autarquias da região.
Além da CCDR-LVT, Teresa Almeida vai também assumir a presidência da Sociedade Setúbal/Polis, entidade responsável pelo programa de requalificação urbana da zona ribeirinha da cidade de Setúbal.
No encontro com apoiantes da candidatura socialista às últimas eleições autárquicas, Teresa Almeida fez também um balanço negativo dos primeiros 100 dias de governação comunista da Câmara de Setúbal.
A autarca socialista criticou o facto de a maioria CDU ter aprovado um orçamento com uma “previsão de receita impossível”.
Por outro lado, lamentou que a gestão comunista tivesse permitido que a REFER abandonasse a construção de um parque de estacionamento subterrâneo na Praça do Brasil, no âmbito das obras de requalificação da estação ferroviária de Setúbal.
Por último, Teresa Almeida referiu que os autarcas do PS já pediram esclarecimentos à IGAL (Inspecção-Geral da Administração Local) sobre eventuais irregularidades nos procedimentos para a requalificação do Fórum Luísa Todi.
“A Câmara Municipal põe no orçamento uma intervenção concreta no Fórum Luísa Todi, mas anuncia publicamente que essa intervenção é feita pelo mecenato”, disse, considerando que se poderá estar perante um caso irregular com prejuízos para os agentes culturais e para os setubalenses.
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