Vereadores socialistas acusam executivo seixalense de perseguição

Samuel Cruz, vereador do PS na Câmara do Seixal, acusou o executivo da CDU de “fazer perseguição” aos vereadores socialistas, alegando “não existirem condições para trabalhar”, depois de terem sido encerradas as suas contas de correio electrónico. A Câmara Municipal desmente.

Quinta, 29/04/2010 - 09:03

Na origem desta acusação de “fraca convivência democrática” está o facto de terem sido vedadas algumas condições de trabalho aos três vereadores socialistas.

“Foram encerradas as contas de correio electrónico, o conteúdo da correspondência para o exterior tem que ser comunicado ao presidente da Câmara, sendo que também a funcionária administrativa que dava apoio aos autarcas socialistas foi transferida para outro serviço”.

“É inadmissível este clima de intimidação vivenciado na Câmara do Seixal e apelo a todos os homens livres e de boa vontade que se associem a esta cruzada pela liberdade, 36 anos depois do 25 de Abril”, disse Samuel Cruz.

Contactada pela Lusa, a Câmara do Seixal respondeu em comunicado que “os vereadores socialistas têm à sua disposição todos os meios necessários à sua actividade, desde os equipamentos informáticos, ligação à internet, inclusive, uma conta de e-mail atribuída ao gabinete”.

A Câmara Municipal esclareceu ainda que o “clima de perseguição” evocado pelo vereador socialista “em nada corresponde à realidade”.

Relativamente à correspondência para o exterior a Câmara afirma que “houve uma má interpretação da parte dos senhores vereadores socialistas".

No entanto sustenta que "ao não aceitarem a atribuição de pelouros, não se encontram em regime de permanência nem têm competências delegadas e, deste modo, esses contactos ocorrem apenas no quadro que o seu estatuto de eleitos locais legítima”, explicou a Câmara no comunicado.

A Câmara confirmou que “houve efectivamente uma deslocação [no quadro da gestão de recursos humanos] da funcionária que prestava apoio administrativo aos vereadores socialistas para outro serviço, mas o despacho designou uma outra funcionária que passará a cumprir essas tarefas, enquadrada no gabinete de apoio aos órgãos autárquicos”.

 

Por Lusa

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